3096 Dias

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No mundo dos livros, hoje, somos surpreendidos cada vez mais por (auto)biografias de pessoas que viveram situações arrebatadoras e que querem repassar para leitores o drama e a superação presenciados em determinado momento. Não sei se vocês já ouviram falar do livro 3096 Dias, mas a obra biográfica relata o drama de Natascha Kampusch, uma cidadã austríaca conhecida pelo seu sequestro aos 10 anos de idade por Wolfgang Přiklopil, técnico em telecomunicações. Natascha  foi mantida em uma cela subterrânea na casa de seu raptor por mais de 8 anos (exatos 3096 dias).

Kampusch narra com uma riqueza de detalhes os seus dias ainda como uma garota livre, seu sequestro numa rua de Viena, o período em que permaneceu no cativeiro (em que enfrentou isolamento completo do mundo exterior), os maus tratos recebidos, estupros, humilhações morais, surras, tortura e fome, além de sua fuga e a readaptação posterior à sociedade e à nova vida em liberdade, já como adulta. O caso de Natascha é considerado um dos mais longos sequestros de que se tem notícia e um dos mais dramáticos casos criminais da Áustria, o livro, lançado em setembro de 2010, tornou-se um best seller internacional e foi transformado em filme em 2013. Foi lançado em 2011 no Brasil pela editora Verus e em Portugal pelas Edições Asa.



Sinopse: Em 2 de Março de 1998, Natascha Kampusch foi sequestrada a caminho da escola. O sequestrador - o engenheiro de telecomunicações Wolfgang Priklopil - a manteve prisioneira em um cativeiro no porão durante 3.096 dias. Nesse período, ela foi submetida a todo tipo de abuso físico e psicológico. Nesta obra, Natascha fala abertamente sobre o sequestro, o período no cativeiro, seu relacionamento com o sequestrador e, sobretudo, como conseguiu escapar do inferno, possibilitando ao leitor uma compreensão dos processos de transformação psicológica pelos quais passa uma pessoa mantida em cativeiro.

Com a leitura do livro, podemos nos aprofundar mais no triste drama de Natascha e, através disso, compreendermos a história sofrida da garota em uma possível reflexão de como os atos das pessoas transformam vidas. De acordo com informações, hoje, Natascha vive em semi-reclusão voluntária no apartamento que comprou no centro de Viena. Ela passa o tempo estudando, pintando e tirando fotografias. Seu projeto pessoal, é passar "tão desapercebida quanto possível".

"Ao escrever este livro posso finalmente dizer: Sou livre." —Natascha Kampusch

3096 DiasHá também uma adaptação cinematográfica do caso, protagonizada por Antonia Campbell-Hughes que retrata fielmente a situação de Natascha desde o seu sequestro até a sua fuga.


Livro como esses são bases para a nossa reflexão. Ler e saber de tudo o que a garota viveu e o drama de sua família abalam nossos pensamentos e nos fazem questionar: Até onde vai o limite do ser humano? Bom, para quem não sabe (creio que isso não seja um spoiler) o sequestrador se suicidou após a fuga da menina.

Fonte da Imagem/Capa
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