Resenha: Anjos e Demônios

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Livro: Anjos e Demônios
Autor: Dan Brown
Páginas: 416
Editora: Sextante


Sinopse: Antes de decifrar O Código Da Vinci, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard, vive sua primeira aventura em Anjos e Demônios, quando tenta impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. Às vésperas do conclave que vai eleger o novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima – um ambigrama que pode ser lido tanto de cabeça para cima quanto de cabeça para baixo – é dos Illuminati, uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. Em Anjos e Demônios, Dan Brown demonstra novamente sua extraordinária habilidade de entremear suspense com fascinantes informações sobre ciência, religião e história da arte, despertando a curiosidade dos leitores para os significados ocultos deixados em monumentos e documentos 


Dan Brown sempre nos surpreendeu com sua maneira de escancarar [ou questionar] a divindade cristã nos livros.  Escritor de vários livros, dentre eles um dos mais vendidos mundialmente "O Código Da Vinci", Dan Brown ousou ao questionar a divindade de Jesus Cristo. Suas descrições de obras de arte, arquitetura, documentos e rituais secretos lá contidos são argumentadas por críticos religiosos de que muito do que escreveu é efetivamente impreciso. Os mesmos críticos também afirmam que Brown distorceu fatos religiosos. 

No universo do livro "Anjos e Demônios”, e antes de decifrar "O Código Da Vinci", Robert Langdon, vive sua primeira aventura, ao tentar impedir que uma antiga sociedade secreta destrua a Cidade do Vaticano. A trama, também situada no contexto da Igreja, se desenvolve a partir do momento em que o professor é chamado para analisar uma assinatura no corpo de um físico assassinado. O interessante da obra é que o fato ocorreu às vésperas do conclave que elegeria o novo Papa, porém o símbolo registrado no peito do assassinado é de uma poderosa fraternidade disposta a levar a cabo a lendária vingança contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado.

"Mesmo sendo um professor rigoroso e muito severo quanto à disciplina, Langdon era o primeiro a acolher o que chamava de "a arte perdida de uma boa brincadeira" Apreciava os momentos de divertimento com um fanatismo contagiante, o que lhe valera uma aceitação fraternal entre seus alunos" 

Em uma intensa caçada por vestígios subterrâneos em igrejas e catedrais, Robert é levado a desvendar enigmas e seguir uma trilha que pode levar aos Illuminati  (a poderosa fraternidade) - um refúgio onde está a única esperança de salvação da Igreja na guerra entre ciência e religião.

Em "Anjos e Demônios", Dan Brown nos surpreende mais uma vez com sua espantosa habilidade em mesclar suspense com atraentes informações sobre a rivalidade entre a ciência e religião, além da história da arte, instigando nossa curiosidade para os diversos significados ocultos deixados em monumentos e documentos históricos. A leitura do livro deixa uma série de marcas no leitor, uma vez que a narrativa é completamente fulgurante, pois os detalhes são realmente inexplicáveis. Com a complexidade da obra, podemos claramente ver o resultado de inúmeras pesquisas realizadas por parte do autor, além disso, o ritmo envolvente do livro nos dá a impressão de que estamos acompanhando um filme. Acompanhamos também ao longo da narrativa, as explicações do autor em passagens interessantes da História Católica Mundial, e é comum que paramos vez ou outra para pesquisar os fatos apresentados.

"O que ele sabia sobre o Big-Bang é que era o modelo cientificamente aceito para explicar a criação do universo. Não o compreendia realmente, mas, de acordo com a teoria, um único ponto de energia intensamente concentrada estourava em uma explosão cataclísmica, expandindo-se para formar o universo. Ou algo assim" 

O protagonista da trama, Robert Langdon, é extraordinário. Para os fissurados por histórias que abusam de enigmas, acompanhar o desenrolar da trama com Langdon é uma maravilha. A linha de raciocínio seguida pelo personagem é feita de tal forma que os leitores possam compreender e a rapidez com que os enigmas são desvendados são impressionantes.  E o que dizer da resolução do mistério? O desenrolar final do crime foi uma surpresa. Realmente o autor não explicita nenhuma dica ao longo do livro [mesmo que indiretamente], por isso vale cada palavra lida. As doses de adrenalina e suspense, misturados com os questionamentos religiosos fazem jus a aclamação mundial da obra.  Por isso a obra está mais que recomendada. Com certeza vocês adorarão o clima misterioso [e por que não sombrio?] de uma Roma que enfrenta um mistério terrível. 
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