Resenha: A Garota que Eu Quero

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Livro: A garota que eu quero
Autor: Markus Zusak
Editora: Intrínseca
Título Original: Getting the Girl
Páginas: 175

Sinopse:: O Rube nunca amou nenhuma delas. Nunca se importou com elas. Nem é preciso dizer que Rube e eu não somos muito parecidos em matéria de mulher. Cameron Wolfe é o caçula de três irmãos, e o mais quieto da família. Não é nada parecido com Steve, o irmão mais velho e astro do futebol, nem com Rube, o do meio, cheio de charme e coragem e que a cada semana está com uma garota nova. Cameron daria tudo para se aproximar de uma garota daquelas, para amá-la e tratá-la bem, e gosta especialmente da mais recente namorada de Rube, Octavia, com suas ideias brilhantes e olhos verde-mar. Cameron e Rube sempre foram leais um com o outro, mas isso é colocado à prova quando Cam se apaixona por Octavia. Mas por que alguém como ela se interessaria por um perdedor como ele? Octavia, porém, sabe que Cameron é mais interessante do que pensa. Talvez ele tenha algo a dizer, e talvez suas palavras mudem tudo: as vitórias, os amores, as derrotas, a família Wolfe e até ele mesmo.


Em suma, ele é um adolescente. É algo que todos podem entender. Gostei de ver Cameron lentamente começando a florescer, e apreciei as notas "escritas à mão" que ele escreve para si mesmo. Mas quem é esse garoto? Cameron Wolfe está acostumado a viver na sombra de seu irmão Rube. E por que não seria ele? Rube é um garoto atraente, charmoso, e consegue todas as meninas, já Cameron é magro e silencioso, e passa a maior parte de seu tempo em sua própria cabeça.  Quando Rube começa a namorar a doce Octavia, Cameron começa a nutrir sentimentos em relação à ela, entretanto, o namoro dura apenas algumas semanas. No passado, isso não preocuparia Cameron, mas desta vez é diferente - Octavia é diferente. Quanto mais Cameron se aproxima de Octavia, mais tensas ficam suas interações com seu irmão.

"Acho que, quando alguém lhe conta uma coisa que costuma guardar, você se sente privilegiado, não por saber algo que ninguém mais sabe, mas por se sentir escolhido. Dá a impressão de que aquela pessoa quer que a vida dela se entrelace com a sua."
A partir do resumo acima, esta pode soar como sendo uma história simples. Mas há muito mais nesta história do que o próprio enredo. Este livro não é sobre a paixão de um garoto e uma garota. É sobre um menino encontrando-se na vida e aprendendo a ser confortável em sua própria pele. Como "A Menina que Roubava Livros", este livro me surpreendeu. Fiquei completamente impressionado com o estilo de escrita de Zusak. Novamente!

"Queria me afogar dentro de uma mulher, no sentimento e no enlevo do amor que poderia lhe dar. Queria que a intensidade da pulsação dela me esmagasse. Era isso que eu queria. Era isso que eu queria ser."
Cameron é um personagem muito forte, embora não pareça no início. Só porque ele é tímido e inexperiente, não significa que ele não possa ser forte. Sua devoção a Octavia é inspiradora. Ele compartilhou segredos que nem sequer disse a seu irmão para esta menina e mesmo quando ela não encontrou nenhum, ele ainda continuou indo para a casa dela, na esperança de que ela poderia sair e vê-lo. Seus pensamentos foram definitivamente únicos e eles mostram um novo parecer sobre a vida que eu nunca tinha ouvido falar antes.

"É engraçado como há coisas nesse mundo que só nos enchem o saco, mas de que a gente sabe que vai sentir falta quando se forem."
O som da vida passa a ser quase poético nas entrelinhas de Cam. As palavras de  Markus Zusak foram maravilhosamente escritas e me lembrou muito do personagem Max, de "A Menina que Roubava Livros". Zusak criou algo verdadeiramente especial aqui e este foi um livro que merece mais atenção. No geral, gostei muito dele. Não só pelos efeitos da profundidade de suas palavras, mas também de, na tentativa de encontrar uma namorada, um simples menino encontrar seu lugar no mundo. Os poemas feitos por Cameron ao longo do livro são textos muito bem elaborados e com certeza são motivos de orgulho para leitores que apreciam tanto as obras de Zusak.

O livro faz parte de uma série contendo três obras independentes [nota: só fui descobrir depois] de Markus Zusak, sendo "O Azarão" o primeiro e "Bom de Briga" o segundo. "A Garota que eu Quero" foi feito para se ler em um curto espaço de tempo e sua leitura ocorre em um ritmo bastante agradável, sem dificuldade alguma caso você não tenha lido os outros dois primeiros livros. Entretanto, devo salientar que esperava mais da narrativa, sendo que a mesma terminou de uma forma um tanto abrupta, mas nada que tirasse o charme de uma obra tão bela.

"Eu compreendi que certas coisas nunca mudariam."

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