Resenha: A Herdeira

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Livro: A Herdeira
Autora: Kiera Cass
Editora: Seguinte
Título Original: The Heir
Páginas: 361

Sinopse: Vinte anos atrás, America Singer participou da Seleção e conquistou o coração do príncipe Maxon. Agora chegou a vez da princesa Eadlyn, filha do casal. Prestes a conhecer os trinta e cinco pretendentes que irão disputar sua mão numa nova Seleção, ela não tem esperanças de viver um conto de fadas como o de seus pais… Mas assim que a competição começa, ela percebe que encontrar seu príncipe encantado talvez não seja tão impossível quanto parecia.


Quando vi a notícia do lançamento de A Herdeira fiquei louca, desesperada e empolgada. Ora, jurava que iria ter que me contentar apenas com a trilogia de A Seleção, então amei a surpresa e fui correndo comprar o meu exemplar ainda na pré-estreia, porque leitor viciado tem dessas coisas, né? Fica sofrendo por antecipação. Então é claro que quando o meu exemplar chegou tive que passar essa leitura na frente de todas as outras e a narrativa não me decepcionou, mesmo tendo passado raiva algumas vezes. Vou explicar o motivo.

A Herdeira se passa vinte anos depois da Seleção em que America e Maxon já conheceram. O casamento dos dois vai muito bem, obrigada, e eles tiveram quatro filhos. Entre eles está a nossa protagonista, Eadlyn, que é a primeira na linha de sucessão ao trono porque nasceu exatos sete minutos antes do seu irmão gêmeo, Ahren. Desde pequena, Eadlyn foi preparada para ser a sucessora de seu pai e rainha de Illéa, e nós podemos perceber toda a pressão sobre seus ombros logo nos primeiros capítulos.

A situação política não é mais a mesma que conhecemos nos livros anteriores. As castas foram finalmente abolidas, mas ao contrário da ideia de Maxon, isso não acalmou a população. Revoltas estão acontecendo e ele não consegue achar uma saída imediata para o problema, então, eis que surge a ideia de fazer uma nova Seleção para tentar distrair o povo. A velha política do pão e circo, tão debatida nas nossas aulas de História na época do colégio, como vocês devem saber.

O problema é que Eadlyn nunca pensou em governar com alguém ao seu lado. A Seleção também havia sido extinta, então ela cresceu crente de que jamais teria que passar por tal situação. Devo confessar que a personalidade dela me irritou bastante, por mais que ela vá se tornando mais complacente do meio para o final. A princesa se intitula como a mulher mais poderosa do mundo e é a típica arrogante que cresceu com o mundo aos seus pés. Só que o ambiente de riqueza e a pressão diária para ser um exemplo aos súditos não são justificativas suficientes para algumas decisões que ela toma ao longo do livro.

“Olhei para o espelho e disse para o meu reflexo: - Você é Eadlyn Schreave. Será a próxima pessoa a governar este país e a primeira garota a fazer isso sozinha. Nenhuma pessoa é tão poderosa quanto você.”

Por mais que Eadlyn vá melhorando gradualmente e tratando as pessoas como elas merecem, para mim o destaque ficou por conta de alguns dos selecionados e do casal América e Maxon. É maravilhoso ler a cenas dos dois juntos e perceber como um é devoto ao outro. Fiquei até desejando mais momentos deles dois, mas dessa vez o livro é sobre a filha mais velha. Aliás, voltando para os competidores da vez, preciso dizer que até já faço torcida para um deles e que adorei a forma como a Kiera resolveu abordar a situação, porque lembro de ler a trilogia A Seleção e ficar me perguntando como seria ver tudo aquilo pelos olhos do Maxon. Eadlyn não é cativante a princípio, mas gostei de ver as dúvidas que a acompanharam durante todo o livro, por mais que ela seja uma chata de vez em quando.

Também é ótimo ver a interação entre Eadlyn e seu irmão gêmeo, Ahren. Os dois passam excelentes momentos juntos, já que ele parece ser o único capaz de falar umas boas verdades para a princesa sem que ela o dispense. Na realidade, é ele quem planta aquela sementinha de dúvida na cabeça dela e creio que esse é um dos principais motivos pelos quais ela resolve mudar seu comportamento, o que é muito bem vindo.

“Não sei o motivo – talvez a sua juventude, talvez por você ser mulher, talvez por motivos que nenhum de nós seja capaz de entender -, mas é preocupante. (...) Pare de manter todos distantes, Eadlyn. Você pode ser corajosa e ainda ser feminina. Pode liderar e ainda gostar de flores. E o mais importante: você pode ser rainha e ainda ter um marido.”

A Herdeira tem uma narrativa rápida, fluida e um final que deixa o leitor simplesmente maluco porque termina numa parte especialmente difícil para a futura rainha. A edição está fantástica e não lembro de ter encontrado nenhum erro. Para quem gostou dos três primeiros livros, esse está mais que recomendado, já que a escrita da Kiera continua maravilhosa e nos dá uma nova perspectiva da Seleção, sob o olhar de uma nova protagonista que está no lado oposto ao da América.

E você, já leu? Gostou? Pretende ler? Conte para a gente!



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