A Índia é Aqui

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Descobrir novas culturas é o que fazemos de melhor. Vagar por povoados e grupos distintos de nós é uma maneira calorosa de se abrir para a diversidade cultural que vive em nosso mundo. Atualmente, a mídia televisiva tem o poder de transmitir qualquer pedaço de cultura, seja ela conhecida ou não.

Caso queiram, apertem play acima e continuem a ler a postagem com uma música típica indiana

Retratar peculiaridades da cultura indiana em contraponto aos hábitos e costumes do Brasil foi uma das premissas da autora Gloria Perez ao escrever Caminho das Índias, primeira telenovela brasileira a ganhar o Emmy International Awards. A história se passava na Índia e no Brasil, com duas tramas centrais em cada país, e investiu em campanhas sociais como a inclusão social dos doentes mentais e a educação familiar.

A telenovela de hoje não tem cumprido seu papel como antigamente. Na era da "pressa", a dificuldade de emplacar uma trama e atrair a atenção de qualquer tipo de telespectador está se tornando cada vez maior. Os modos mudaram, bem como a visão de entretenimento de cada pessoa, muitas das vezes presa numa conexão sem fronteiras com a tecnologia


Em "Caminho das Índias" somos levados a um maravilhoso mundo de costumes, onde passamos na porta de uma das culturas mais interessantes do mundo: a indiana. Na trama central, uma paixão proibida entre dois indianos de origem muito diferentes. Maya, funcionária de um telemarketing do Rajastão, pertence a uma tradicional família da casta dos comerciantes. Bahuan está se formando nos Estados Unidos, onde trabalha, mas nunca esqueceu as humilhações que passou na infância por ser um dalit (intocável) – parte do contingente humano que os textos sagrados definem como "a poeira aos pés do deus Brahma", aqueles considerados impuros e condenados a nem mesmo tocar com sua sombra um integrante das altas castas. Este sistema já foi banido pelas leis indianas, porém não pelos costumes.

Basicamente como na série de livros "A Seleção", na telenovela, somos apresentados ao sistema de castas. O sistema de castas (Varna) indiano é dividido de acordo com a estrutura do corpo de Brahma. As quatro principais castas são: 

• A cabeça (Brâmanes) representa os sacerdotes, filósofos e professores;
• Os braços (Xátrias) são os militares e os governantes;
• As pernas (Vaixás) são os comerciantes e os agricultores;
• Os pés (Sudras) são os artesãos, os operários e os camponeses.
• A "poeira sob os pés" não foram originados do corpo de Brahma, por isso não pertencem às castas, mas tem um nome: são os Dalit ou párias, chamados de intocáveis. Os Dalit são constituídos por aqueles (e seus descendentes) que violaram os códigos das castas a que inicialmente pertenciam. São considerados impuros e, por isso, ninguém ousa tocar-lhes. Fazem os trabalhos considerados mais desprezíveis: recolha de resíduos, coveiros, talhantes, etc. 

Atualmente, em reprise no "Vale a pena ver de Novo", a novela tem seguido deixando sua marca. Gloria Perez ousou em elaborar uma novela tão pregada em costumes indianos, com tamanha beleza como cenário. Com um investimento de US$ 50 milhões esta é a novela com maior valor de produção da história da TV.


Como blogueiro, minha função é passar para vocês o melhor de cada coisa, sempre atendendo a todos os gostos dos leitores. Eu sei que muitos de vocês não assistem novelas: sejam porque não podem ou porque não gostam. Mas achei que realmente deveria dedicar uma postagem sobre uma que, especialmente, chamou minha atenção. Seja pelos cenários magníficos, a história apaixonante ou as músicas contagiantes. 

E você, gosta de "Caminho das Índias"?
Fonte da Imagem/Capa: Reprodução Globo

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